A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico progressivo que afeta o movimento. À medida que a doença avança, muitos indivíduos passam por períodos em que a medicação deixa de funcionar de forma eficaz, levando ao agravamento dos sintomas. Esses períodos são conhecidos como períodos de folga e podem impactar significativamente a qualidade de vida.
O que causa os tempos de folga?
A principal causa dos períodos de folga é a progressão natural do Parkinson. A doença esgota gradualmente a dopamina, uma substância química cerebral crucial responsável por movimentos suaves e controlados. Embora medicamentos como a levodopa ajudem a substituir a dopamina, sua eficácia pode diminuir com o tempo, à medida que muda a capacidade do cérebro de processá-los.
Esse declínio não se trata apenas do efeito do efeito do medicamento. Fatores como horário das refeições, níveis de estresse, hidratação, prisão de ventre e até mesmo a qualidade do sono podem influenciar o funcionamento do medicamento. A má absorção devido a problemas digestivos ou interferência de refeições ricas em proteínas pode reduzir a eficácia do medicamento.
Reconhecendo os sintomas
Os períodos de folga se manifestam de maneira diferente para cada pessoa, mas os sinais comuns incluem:
- Maior rigidez e rigidez
- Piora dos tremores
- Dificuldade para caminhar ou iniciar movimentos
- Cólicas repentinas nos pés
- Sintomas não motores, como ansiedade, alterações de humor, dor ou desconforto gastrointestinal.
A imprevisibilidade dos períodos de inatividade é uma grande preocupação. Os sintomas podem surgir antes da próxima dose, desaparecer prematuramente ou flutuar descontroladamente, tornando as rotinas diárias desafiadoras.
Gerenciando períodos de folga: o que seu médico pode sugerir
Não existe uma solução única para todos, mas várias estratégias podem ajudar:
- Ajustes de medicação: Os médicos podem adicionar medicamentos como entacapona, opicapona ou amantadina para prolongar os efeitos da levodopa ou combinar formulações de liberação imediata e de liberação prolongada.
- Medicamentos de resgate: A levodopa inalada (Inbrija) fornece uma dose de ação rápida para episódios repentinos.
- Mudanças na dieta: Tomar medicamentos uma a duas horas antes ou depois das refeições pode melhorar a absorção. Limitar suplementos com alto teor de ferro ou cálcio também é recomendado.
- Opções cirúrgicas: Infusões intestinais contínuas de levodopa-carbidopa ou estimulação cerebral profunda podem estabilizar os níveis do medicamento e reduzir as flutuações.
Fatores de estilo de vida que ajudam
Além das intervenções médicas, ajustes simples podem fazer a diferença:
- Hidratação: Beber bastante líquido (9-13 xícaras por dia) aumenta a absorção do medicamento.
- Gerenciamento da constipação: Dietas ricas em fibras e hidratação adequada previnem a constipação, o que interfere na eficácia dos medicamentos.
- Redução do estresse: Exercício, meditação ou afastamento de situações estressantes podem minimizar os gatilhos de folga.
- Sono consistente: O sono insatisfatório agrava os sintomas; priorize o descanso.
- Cronograma de ingestão de proteínas: Ajuste o horário das refeições para evitar interromper a absorção de levodopa.
Rastrear os sintomas é crucial. Mantenha um diário detalhando quando ocorrem períodos de folga, quanto tempo duram e quaisquer gatilhos potenciais (estresse, refeições, níveis de atividade). Compartilhe essas informações com sua equipe de saúde.
O resultado final
Os períodos de folga são uma realidade comum, mas frustrante, para muitos com Parkinson. Ao compreender as causas, reconhecer os sintomas e trabalhar em estreita colaboração com um médico para explorar as opções de tratamento, os indivíduos podem recuperar o controlo e melhorar a sua qualidade de vida. O manejo desta condição requer uma abordagem proativa e multifacetada, combinando medicação com ajustes no estilo de vida.

























